
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Fim de role
sábado, 12 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Chá
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Roda

O tempo corre realmente como o rio que não abriga a mesma água no mesmo lugar duas vezes. Entendo que eu vejo o rio da minha vida navegando por ele, e a corrente me carrega pelos caminhos que meu desejo guia. Na margem encontro o espaço ideal para enxergar o prisma externo necessário para o autoconhecimento. O todo me contém, assim como minha singela presença contém o todo em si. O pleno me consiste em existir e sentir essa realidade.
Ao meu redor encontro outros rios, que às vezes me chocam, ou emendam em minhas águas. Seus navegantes podem tanto me agradar para uma noite ao luar das galáxias, ou simplesmente formarem o redor que coexisto. Existem muitas vidas no meu rio. E todo mundo junto é o fluxo ininterrupto de uma vida só.
Esse movimento de ciclo, circundando dois extremos que tentam ter dentro de si algum sentido, carrega para mim a imagem da Roda da Fortuna, desenhada com seus três demônios, representada pelo número Romano X, contendo o antes o durante e o depois, talvez passado presente e futuro ou início, meio e fim.