segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lágrima




A emoção hoje sei que é algo que nos transcede,
ultrapassa meu raciocinar, meu premeditar, meu verbalizar

desabrocha naquela lágrima
que foi das mais gostosas já choradas
pois foi naquele toque novo
nunca antes sentido
dentro
da minha energia

na realidade do segundo pleno
vivido
devorado
mergulhado

e tão sincero que nem pensou em se esconder

foi como uma nova dor
ou como um novo olhar
foi de sensação de saber que só poderia ser assim

a emoção
hj me toca
sem carecer de explicações
ela já se lança livre, num corpo que engole sua brevidade
e agradece cada novo sentimento oferecido.

Muito grata ao meu novo presente
meu maior desejo é te perpetuar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009




Se declaro em imagens, alegrias vividas que até hoje pertencem ao meu espelho, reflexo, reflexão.
Em cada ato, feito o passo,
um novo rumo
segundo
presente
Feliz por viver a minha caminhada
a bolsa do louco cada vez mais leve....






















quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Insonia que invade a madrugada
Presença estranha
o sono ausente
o gato inquieto

bebo chás
em água morna
cigarrilhas cantantes num peito que xia
Confesso que me encontro
cansada de
fugira da batalha
03 vezes ao dia

O segundo que não retorna
vou com o primeiro,
que se atreve
de jeito manso
a sempre dançar

Fecho capas
entro na chuva de cara
me curo,
e voo no infinito de um novo olhar

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

na tentativa de excluir pensamentos preciptados

com o pesar do pensar sobre a noticia que recebi sobre um rapaz
que faleceu hoje
motivo
HIV

trabalhei com ele num episodio mto alegre e de crescimento, e era com quem, profissionalmente, eu melhor me dava

O fato do choque me leva a pensar sobre as entao, inumeras caboquinhas com quem ele se envolveu
não nego
penso ate nos cigarros que dividia com ele
e sem precedente perco o ar ao cair da ficha que tudo pode simplesmente acabar

dor e sofrimento para morrer, revelo o fato de doermos e sofrermos para viver
mas a retirada repentina da estada na Terra, e as consequencias de pequenos atos levianos, tão grandiosos, vejo então, me leva em meio de expediente a uma reflexão das minhas atitudes

Com quem se relacionar
namorar
e trepar

camisinha
e auto proteçao
nao somente com o latex, mas sim, na escolha fina e filtrada de com quem se relacionar
pois na cara ninguem pode autenticar nada

fico ainda com a cabeça pesada sobre o fato

que a morte de edson traga a muitos, e nao somente a mim, uma auto analise sobre nossos comportamentos escondidos.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

tranquilidade tem gosto?




Estar tranquila, pode ser somente estado passageiro, estado mental, estado induzido.


Quando a gente encontra uma certa paz em perceber que não falta nada em suas mão, já que possui em si o que precisa pra qualquer outra coisa: Coragem.




Tem uns que dizem já não temer nada, talvez eles aprenderam a parar de temer o medo, pq o medo a gente sempre tem, é uma reação instintiva, quase animal, companheiro dos cuidados e das cautelas.


A graça é então ter a coragem de sentir o medo, que virá na hora do primeiro beijo, dos primeiros toques, daquela viagem incerta ( tão certa na verdade em suas expectativas), do emprego autonomo, do estudo obscuro e secreto, da revolução que sonha que todos sonhem.




Será que haverá medo pra escuro? pra solidão? pra falta dos vícios?




Um e-mail


pedia que se fizesse um desejo


foi nessa hora


que entendi, que desejo apenas


não parar de desejar




a concretização é fato


caso você consume a intenção.




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Que raiva me dá a burguesia com medo dos pobres
Que raiva que sinto da burguesia se protegendo de nós como se fossemos sujos, vermes, imundos
e eles que estão sentados em seus acumulos e roupas caras
eles que possuem a sujeira do egoismo, dos intocáveis, dos favorecidos desse sistema erroneo

A eles dedico meus mal odores, fratulencias, chulés

Tudo de podre e decomposto
!!!!!
presente para vocês, gordos e cegos!

Que o mundo se abrirá ao povo, a massa que realmente constrói, e nós enfim iremos desfrutas dos frutos que nossas mãos produzem!
Um dia que não pensaremos em acumular pois tudo estará ao alcance dos sonhos e dos empenhos e nada se perderá para os poucos.
E teremos aos olhos apenas crianças felizes, tranquilas na possibilidades de serem o que quiserem, sem medo do dinheiro, sem medo do patrão, sem receio da submissão.

seremos assim
depois dessa vida
talvez seja somente lá
mas lá com certeza
pois lá
os vermes não nos diferem
seus status economico.