quinta-feira, 30 de abril de 2009

O dia que acordou sereno
aconchego em cobertas e braços
com calma esperei a mente voltar
de qualquer lugar que estivesse descansando

No corpo disposição
parece que esvazie em lágrimas agonias infantis
parecia que chorava no sentir de outro alguém
pensei em mãe, talvez o cordão umbilical ainda funcione
pensei na antiga amiga, que tantas vezes me fez ficar sem comer por puro capricho dos elos atemporais(lembra da vez que fiquei sem dormir?)
pensei que talvez fosse eu mesma...

Por conquista tive Fabiano ao meu lado
sem panos quentes, ou passadas de mãos na cabeça
não, nada disso, parece que a intenção é diferente e quer ver o meu mudaro meu crescer...
é mais fácil que parece deixar de se mimar,
não tão confortável...(lembra da zona de conforto?)
mas deve ser de conquista doce, e cada vez um pedacinho a mais aprender.

Agora já cai a noite...o dia foi tranquilo... ele vem me buscar no serviçoe o sorriso se apresenta largo desde já

sexta-feira, 24 de abril de 2009

meio assim

Tá meio assim o dia de hoje, nem mto legal, nem tão pouco incomodo, tá meio batata encharcada...

mas são coisas da mente q a mente se fala, e acredita ser a última verdade somente porque falou pra si mesma que era assim. Sr Fabiano da Silvassauro me disse coisas de grande relevancia ao nosso convivio, explicou que nao somente eu percebo o desencontro do intuíto.

e não é de querer ser birrenta e sozinha... lembro como me era aflitante nao te conhecer. Pedidos aos cosmolândios dos engarrafamentos que me obrigavam ausentar a mente em desejos de coisas que vooam.

você voa

foi triste ver que reconheceu em mim qualquer cola ou resistencia para decolagem....

e o caminho nao se esconde, aprendizado constante com a luta da personalidade dura que fere a mim.
pois de mim a mim, não há culpados somente consciência

segunda-feira, 16 de março de 2009

COLA

nos pés dos pensamentos, dá enjoo a cada solavanco do busão
e vou assim abrindo os pleuros, poros, fundo.
afogada em cigarros, respire um pouco
e mude ai
aqui
pra lá
.

Sabor tá pra novidade cotidiana
o vento na pele lembra a camurça.
e tem um monte de coisa lembrando outras coisas...pessoas gritam suas existências anteriores, gritos urros ferozes!
Acalmem-te!
e tranquilizem-se
a presença vai além de um monte de coisa
e até parece que duvidam de algumas veracidades.
bobos do bairro
da corte empalhada

solte os sintos
e deixe um novo sorrir nas paredes antes geladas e fechadas, vale um monte de fichas deste parque de diversão.

sexta-feira, 13 de março de 2009

pelo sonho

são
da liberdade em estar
na alegria de bem viver

que não é feito pra doer, nem sangrar

o sorriso tranquilo, da caminhada rápida que é essa tal da vida
leva comigo o sereno de não se negar

com a licença do sentir, peço o espaço da presença
e peço a calmaria das intensões
que elas são feitas só dos sonhos


Voar
em todo instante
talvez no inconstante
pra dizer a magia de sempre tentar.

e deixe o canto...
até mesmo o vento conta, segredos e palpites....

terça-feira, 10 de março de 2009

o palco

que fecha cortinas pra rir ao mal olhado
da cara de sapo do chato ali na esquina

um encanto, encontro. Num canto nosso.
pia o pássaro nesse céu.
e
pra citar minha cultura
Fernão Capelo Gaivota

quinta-feira, 5 de março de 2009

de repentes

de repente a vontade de ver
de repente a vontade de estar
de repente o presente é todo à vontade

Do encontro:
encanto de um simples natural poético

Não é de surpresa, não é de estranhar
tá gostoso!

sábado, 28 de fevereiro de 2009



as palavras secaram por esse tempo que os dedos desconhecem as ordens antigas dos teclados, cordas, e ritmos.


Deixo os desenhos, os contos, das cores.... novas cores na parede do quarto, traz ao ar renovação, borboletas ao nosso jardim

cor de lavanda

..............


Foi carnaval de tempo assim passado gostoso sem pressa

de deixar que a alma encontre lugar num habitat

realidade de meu mundo paralelo

vou brincando de florestas encantadas

por quais sejam os caminhos que corremos

se são as mãos dadas

ou as asas

São as almas dos sonhos

são as possibilidades

são daquelas coisas de tudo, tão tudo chegou ao nada....

-generalidades daquilo que não se explica-

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Teve uma hora que o corpo pedia toda a carência que o peito carregava

e desabou num choro quieto durante quartos de horas

queria contar do peso que desce seus pés na areia

preso em si mesmo, em si mesmo, em si mesma

Era mãe que tava longe, tão do lado da casa, de papel rabiscado pelas crianças que somos

gastando o tempo nos bicos

chorinhos

gritos desencontrados da mesma solidão

Serão culpa dos Genes, dos Deuses, De Quem????

de mim.. e de ti.... ou seja,

de ninguém então...


Segue o conto que num momento entende e aprende

chora mesmo por saber o que vê

sente o caminho pisado,

novamente pés em areias

agora pela beira da água salgada que lava.


Decidir, quando encontra-se em dúvida,

leva a crer que será por nenhum,

por isso largo a bobeira dessas gracinhas

estranhas.


Sem pesos

nem pra mim

e nem pra ti

Amém!